terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nem todos os obesos precisam emagrecer


 



Nem todos os obesos precisam emagrecer, conclui estudo canadense
Pesquisadora diz que pessoas gordas podem viver tanto quanto magras. 
Universidade de York analisou 6 mil americanos obesos por 16 anos.

Retirada daqui


Reprodução 
Luna D'AlamaDo G1, em São Paulo



Indivíduos obesos podem viver tanto quanto os magros e ser menos propensos de morrer de doenças cardiovasculares, conclui um estudo da Universidade de York, em Toronto, Canadá.
A pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Applied Physiology, Nutrition and Metabolism, analisou 6 mil americanos obesos durante 16 anos, comparando o risco de mortalidade deles com o de pessoas dentro do peso.
Segundo a autora Jennifer Kuk, professora assistente da Faculdade de Cinesiologia (área que estuda o movimento) e Ciências da Saúde de York, a descoberta desafia a ideia de que todos os obesos precisam emagrecer.
Na visão da pesquisadora e equipe, tentar perder peso – e falhar – pode ser ainda mais prejudicial do que ficar em um patamar elevado e manter um estilo de vida saudável, com exercícios físicos e dieta balanceada, que inclua frutas e verduras.
O levantamento revelou também que pessoas obesas que não tinham (ou tinham leves) prejuízos físicos, psicológicos e fisiológicos apresentavam um maior peso corporal ao chegar à idade adulta, eram mais felizes com isso e tentaram emagrecer com menor frequência durante a vida. Além disso, eram mais propensas a ser fisicamente ativas e manter uma alimentação equilibrada.
Nova classificação
Para identificar quem deve perder peso, o trabalho usou uma ferramenta recém-desenvolvida na Universidade de Alberta, também no Canadá, chamada de Sistema de Classificação de Obesidade de Edmonton. O método teria se mostrado mais preciso que o tradicional índice de massa corporal (IMC).
A técnica é inspirada em testes que classificam a extensão e a gravidade de outras doenças, como câncer, transtornos mentais e problemas cardíacos. Ela apresenta cinco estágios de obesidade, com base nas duas medições mais usadas: o IMC e a relação cintura-quadril.
O novo sistema considera, ainda, medidas clínicas que refletem as condições médicas do paciente, muitas vezes causadas ou agravadas pela obesidade (como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos).
Repercussão
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, afirma que "a pesquisa comprova o que já se sabia, ao mostrar que a simples perda de peso não aumenta a sobrevida em pacientes cardiovasculares".
Segundo ele, além de implicações cardíacas, o excesso de gordura pode provocar problemas articulares e de refluxo, por exemplo. "O percentual de obesos saudáveis é de 3% a 4% dessa população", aponta.
A endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), destaca que nem todo paciente obeso carrega consigo doenças futuras, como hipertensão, colesterol alto, diabetes, infarto, derrame e trombose.
Na opinião da médica, também não se deve “neurotizar” o emagrecimento, que depende do resultado de exames, do histórico familiar e do IMC do paciente. "Se o indivíduo for obeso mórbido, com IMC acima de 40, pode ter comprometimentos ortopédicos e de movimentos. Tarefas simples como subir escadas, amarrar o sapato e se abaixar se tornam difíceis", diz.
Mas, caso os testes laboratoriais estejam normais, a comida seja variada, com poucas calorias, e a pessoa não beba nem fume, o excesso de peso pode não ser uma preocupação tão grande quanto a de obesos com histórico familiar e outros fatores de risco, ressalta Claudia.
Ela concorda com a parte da pesquisa que sustenta que o efeito sanfona é mais prejudicial do que se manter acima do peso. “É melhor você ficar gordinho e quieto, se os exames estiverem bons, do que nesse ioiô, que muda a composição corporal”, afirma. Isso porque, ao emagrecer, a pessoa perde músculos e gordura e, ao engordar novamente, acrescenta apenas gordura ao organismo. “E aí fica cada vez mais difícil perder esse acúmulo”, explica.
De acordo com o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas e ex-presidente da Abeso, se o indivíduo não tiver problemas metabólicos, cardiovasculares e outros comprometimentos, como apneia do sono, pode ser saudável mesmo acima do peso. Mas é importante sempre passar por uma avaliação médica.

4 comentários:

  1. Esta frase é a minha amiga Biah Pias, que eu adotei pra sempre! Valeu Biah. Depois de vc, o universo plus nunca mais será o mesmo.

    Beijos.

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  2. Olá! Sei que deve receber muitos comentários, mas, eu não poderia deixar de comentar.
    Sempre fui gordinha, mas depois do casamento engordei muito mais e sofria muito com isso, também fiz varias dietas...'efeitos sanfona'e tudo mais.
    Hoje mesmo plus sou muito feliz, me aceitei faz uns dois anos(estou com 34 anos). Mas depois que passei a me aceitar até as pessoas não ligam mais se sou gorda ou não, hoje elas me veem como a pessoa Cristiane, não a 'gorda'.
    Sou muito FELIZ!!!!
    Um bjo enorme e vou ser sua seguidora fiel.
    Cristiane Silveira do Blog Borboletaviolet.

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  3. Oi Cris, é lindo quando podemos nos olhar de frente e aprendemos a nos admirar pelo que somos. Um beijo enorme. Beleza é atitude, integridade e lealdade e amor próprio.

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